quarta-feira, 6 de julho de 2016

Lembram do "Ser Livre e Ser Feliz"

Lembram dessa postagem?

Vale conferir em http://auroragite.blogspot.com.br/2013/07/ser-livre-e-ser-feliz.html

É só selecionar esse endereço, copiar, colar na barra superior e clicar na tecla Enter.

Novos paradigmas e próximas mudanças sociais, ou não?

É o ser humano, dentro de cada um de nós, buscando espaço para ser livre e ser feliz, ou não?

É o bem-estar coletivo ganhando prioridade em seus projetos e estilo de vida, ou não?

Nuvens carregadas de violência, não estão sendo carregadas pelo vento da turbulência, deixando antever o eclodir de um lindo e promissor dia de paz e serenidade, ou não?

Confiram e me digam!

Lúcia Thompson

P.S. : Publiquei hoje na rede social Facebook, copio e colo. Vale uma reflexão!
Para quem não conhece o "Tao Te King" de Lao Tse, tradução de Huberto Rohden, destaco "Invencível pela Paz Interior" (p.172):
"O Mestre realmente competente
Convence,
Mas não discute. 
Um verdadeiro soldado
Luta,
Mas não tem raiva.
Um vencedor real
Supera,
Mas não se irrita.
Um autêntico chefe
Coloca cada homem no seu lugar,
Mas não tiraniza ninguém.
Essa atuação nascida de dentro
Conserva a paz verdadeira,
Pratica a arte sublime
De conduzir os homens suavemente.
É uma atuação oriunda do céu.
Semelhante atuação foi desde sempre
Considerada como a mais alta."


Rohden ainda engrandece com seu comentário: "O mundo empírico dos sentidos e o mundo analítico da inteligência não atingem a Realidade, que só pode ser conscientizada pela intuição da razão espiritual."
Li na década de 80, após ter tido contato com o artigo de Luiz Carlos Lisboa, no jornal O Estado de São Paulo, datado de 15.05.1984, terça-feira: "A música do Tao". Guardo seu xerox, até hoje!

domingo, 3 de julho de 2016

O que penso sobre amigos virtuais?

Lembram desta postagem sobre "Considerações sobre o papel das redes sociais" ( 01 de julho de 2013)?

Nela coloco o que penso sobre amigos virtuais e o que entendo por cuidar da relação dentro do mundo virtual.


Vale conferir em http://auroragite.blogspot.com.br/2013/07/consideracoes-sobre-o-papel-das-redes.html

Lúcia Thompson

sábado, 18 de junho de 2016

O amor permeia redes quânticas imprevisíveis

Ás vezes, procuro olhar as circunstâncias ao meu redor sem lhes dar significado e valor, dentro mesmo de uma neutralidade, limitada por um espaço "sem memória e sem desejo", usando a expressão de Bion.

No caso do "Dia dos Namorados" (todo dia 12 do mês de junho no Brasil) atribuo imenso peso a esse dia que se torna especial para quem ama, para os que estão juntos por que se amam, não por hábito ou conveniência. Computo ser uma data a ser comemorada "sine qua non" por toda a vida dos casais. Data a ser lembrada com muito carinho também pelos que já amaram e perderam seus parceiros, pois a força dos mesmos persistem muito além do término de suas vidas físicas.

Interessante como a cultura direciona a personalidade do ser humano. O Dia dos Namorados, singelo em sua simplicidade, passou a ser associado a diversos ramos de consumo: compra de jóias, flores e outros mimos, vestimentas e artigos de luxo, comemorações em restaurantes... Comemorações, muitas vezes, tão superficiais, que nada têm a ver com um namoro: com a troca de olhares, sorrisos furtivos de admiração, suaves toques pele a pele, um já sentindo a vibração emanada do outro. No entanto, muitas dessas formas de contatos e de comemorar, foram caindo para a categoria do "brega!", perdendo seu valor na acomodação tediosa na vida a dois.

A sensação do tédio está intrinsecamente unida ao sufocar da criatividade inovadora, que recicla a rotina, que não permite o desgaste mas mantém o vigor contínuo da relação. A imaginação é poderosa a um casal, até na criação de um clima erótico mais estimulante ao tesão sentido fisicamente. Sabendo diferenciar a realidade da fantasia, a capacidade de imaginar (operação com as energias quânticas, a meu ver) é fonte de enorme poder mental do ser humano. Pode afetar sua bioquímica e sua fisiologia imunológica, seus sistemas orgânicos (bioeletrofísicos) e quânticos (bioeletromagnéticos).

É triste a percepção do lugar vazio pelo definhar do amor, pela ausência da atração amorosa entre duas pessoas que um dia se amaram e sentiram o poder na relação desse elo de ligação; que se reconheceram como especial para o outro. Pessoas que, um dia, se perceberam como fonte de força à alma um do outro,que notaram a importância do amor como estímulo para a explosão de uma autêntica alegria interna, sensação de completude e serena felicidade.

O peito, cheio de amor, tende a se abrir para o mundo. É tanta alegria implodindo o peito de quem está amando, que é imediata a demanda pela expansão, ao redor, da energia que inunda o coração. Eterno momento de êxtase, sem palavras para descrever o encantamento sentido, o enamoramento - mágica imaginativa de um pensar quântico em estados alterados de consciência) - ocorrido. É enorme a vontade de agradar e cuidar do amado, figura interna a ser preservada onde o estar livre e feliz do outro já é fonte de satisfação para o amante.

O fenômeno amoroso me intriga há anos. É estrondosa a confusão ao redor das atribuições, que envolvem o conceito "amor". Como ocorre com todo conceito, quando muitos estão convictos em suas crenças sobre ele, as pessoas o defendem com "unhas e dentes", sem compreenderem sua realidade ou entenderem o que ocorre quando esse vínculo emerge e fornece outra qualidade de envolvimento afetivo à relação vivida. Ops! Matei por amor, por ciúme? Você é meu, me pertence? Você me deve obrigações? Você precisa mudar seu jeito de ser, porque eu exijo, para que me sinta mais confortável? Ops... ops! Sinal vermelho, convite a profundas DRs ( discussões sobre as relações) e a muitas reflexões sobre a qualidade do sentimento que mantém a relação dita amorosa.

"Eu te amo" tornou-se mercadoria de consumo no "toma lá, dá cá" das relações pessoais. A via amorosa ganhou mão dupla em exigências possessivas e expectativas irracionais. A receptividade do amor "por amor" perdeu autenticidade e força interna por si. Como pode o "amor em si" ser uma energia que enche o peito de poucos? Como pode ocorrer tamanha sintonia entre duas pessoas, tornando-as especiais uma para o outra? Que raio (radiação de energia) de "empatia", afinidade e sincronicidade se estabelece que os traços e atitudes de um são impressos e conservados por longo tempo na memória do outro?

Hoje em dia, o outro que me ama deve preencher o perfil de parcerias impostas pelo papel social, abrir "status" para mim. Minha vaidade e ambição por poder deve prevalecer. Trocas de olhar em silêncio, suaves toques de mão na dança voluptuosa dos dedos que se entrelaçam e se afastam sofregamente... que brega! O que dizer então do sentar em um banco de jardim ou frente a uma praia, bem juntinhos só observando o vento balançar os galhos das árvores ou o movimento de marolas, e se fascinar com a eternidade contida em um grão de areia? Ante tudo isto, o encontro amoroso teria que ocorrer entre pessoas especiais mesmo!

Como explicar a sensação de aconchego, serenidade e completude internos, por estar ao lado de alguém, "só ele único em seu valor, só para nós"? Alinhamentos quânticos de almas, onde a grandeza diferenciada demanda outra via compreensiva?

Como descrever a felicidade e alegria, que invadem a alma, não só encontrando presencialmente esse alguém, mas estando com ele dentro de nós, incorporado e retido em nossa memória mesmo estando ausente fisicamente? Que raio é esse pensar involuntário "dia e noite", fonte espontânea de gratificação interna? E a tristeza de contemplar o vazio desse lugar quando o amor acaba, quando o elo de ligação amorosa definha, quando a valorização do outro, de repente, não tem mais sentido... e tudo se apaga, solta-se o amálgama que unia, e o vínculo se quebra internamente?

É preciso ter sempre em mente que o amado não surge, ou entra em nossa vida, porque assim o queremos. O segredo é "estar receptível ao encontro amoroso". Estar receptível não é forçar o encontro, ou buscar freneticamente pelo parceiro. Estar receptivo é estar com o coração livre e aberto, com o medo controlado - medo que um "vínculo amoroso de qualidade" acarreta - ... e aguardar.

Mesmo porque, esse encontro de energias afins, que nos agregam forças, é raro e involuntário. Pessoas que nos transmitem esse tipo de energia são realmente especiais em sua unicidade ímpar. Não surgem em nossa frente por nossa vontade, mas sim por nosso destino.

Indico para que assistam ao filme 'Um Grande Garoto" (Hugh Grant - 2002).

Ao assistir a um filme, logo me faço acompanhar pelas ideias do produtor ao selecionar aquele roteiro naquele momento histórico, e na equipe dou destaque ao papel do diretor e sua sensibilidade. É o diretor que consegue concretizar o projeto,  fazendo os recortes precisos, direcionando os atores para bem personificarem e representarem as ideias abstratas contidas no roteiro. Os atores cujas interpretações me afetam, mexem internamente com minhas emoções, dou destaque especial e acompanho mais atentamente seu desempenho. Não deixa de ser uma "arte assistir a um filme", assim como o é a "arte de ler um livro".

Ter reassistido a esse filme atualmente ainda muito me sensibilizou, como o fez na época de seu lançamento.. Ele bem retrata vários recortes de situações cotidianas, onde o "amor permeia as redes imprevisíveis". Podemos observar o jogo de forças vitais (abordado pelo filósofo Espinosa), que acontece no encontro de pessoas que se interconectam no tecido social. Pessoas que se aproximam e se distanciam espontaneamente, por afinidades e aversões inexplicáveis. Redes imprevisíveis de intenções e manipulações conscientes, que se cruzam na complexa teia das interações e que indicam que o amálgama amoroso vem por outra via.

Redes imprevisíveis de encontros amorosos entre pessoas tão díspares e diferenciadas, e tão amalgamadas em suas vivências afins. Suas experiências pessoais as remetem a alinhar "um sentir tão em sintonia e sincronia" com seus potenciais energéticos inatos e raros. Isso as faz reconhecer no outro, à sua frente, um alguém em quem vale a pena investir afeto, por ser tão especial para si!

Lúcia Thompson

P.S.: Reparem na cena onde o menino (interpretado magistralmente por ...) tem a "visão da mãe" lhe acenando do outro lado da rua, alucina mas quando se atém a imagem some e a realidade predomina.
        Reparem na cena onde o "grande garoto" (Hugh Grant, a meu ver, excelente em seu papel) tem a "visão do pai" concretizada em sua frente dentro do supermercado, enquanto empurrava seu carrinho fazendo compras distraidamente.
         Ainda me produzem grandes reflexões não só sobre o papel materno dentro do menino e paterno após as identificações efetuadas, mas sobre a imaginação e suas operações quânticas, holográficas e atemporais inclusive. O passado teletransportado para o presente, mobilizando reações afetivas atuais.
          Continuo com minha hipótese de que "Freud foi o primeiro a desvendar os mecanismos quânticos dentro do ser humano", ao perceber o movimento de forças inconscientes, além das energias conscientes facilmente notadas, que se articulam em nosso mundo mental.
          É inegável que sem o método psicanalítico e os registros de suas observações, assim como suas especulações e reflexões contínuas, que redundaram na concretização da Teoria Psicanalítica como um todo, teriam se perdido com o tempo.
          Imagino Freud, em seu espírito sagaz e curioso, em meio às descobertas quânticas do milênio. Uau!
         


sexta-feira, 10 de junho de 2016

"Eu me orgulho de você!"

Tá linda, minha neta, eu me orgulho de você! Agora é se descobrir internamente e "apertar os parafusinhos" de suas escolhas, aquelas feitas por seu autêntico querer (vontade), para que não se soltem, quando caminhar em direção a suas metas, obrigando a que você se perca das escolhas.

Ao se desalinhar de suas escolhas vai ficar perdida dentro de si mesma, procurando, "em vão", encontrar um rumo. Essa posição traz consigo um sofrimento psíquico (angústia) atroz (muito cruel) e problemas existenciais da ordem de "Quem sou eu? Onde estou, ou que lugar ocupo nesse mundo? De onde vim e para onde vou?"

No momento, me parece que a pergunta que não quer calar dentro de você é: "Qual é a minha vocação, ou melhor, qual é a profissão que mais combina com a minha maneira de ser ( meu perfil, minha personalidade)?

E um "bom começo para focar nesta difícil jornada de autodescobertas" é cruzar seus pontos fortes e fracos com as características pessoais e sociais, que quaisquer profissões atuais demandam. Pincelo algumas dessas características e desempenhos buscados:
* Criatividade e Inovação Contínua;
* Estimular um Querer Fazer Acontecer, Ter Intenção e Concretizar Projetos;
* Articular "sempre": ter raciocínio afiado, flexível e lógico, para agregar peças novas aos problemas e chegar a conclusões e soluções;
* Refletir Produzir Inovar, para em seguida abrir um espaço no mundo de trabalho, desenvolvendo sua capacidade de Liderança, Resiliência ( habilidade para se recobrar ante imprevistos e se adaptar a mudanças) e de Cooperação;
* Buscar expandir seu "Espaço de Socialização" ("networking" se refere às "redes de contatos, corrente de conexões, nas relações no trabalho") e lutar pelo "Exercício da Cidadania" pelo poder dos argumentos apresentados e posturas éticas adotadas ("esgrima pelas palavras e pela força do poder de convencimento"), não pela violência física e assédio moral, ou  por atitudes competitivas desonestas, desumanas e antiéticas;
* Desenvolver a "Disciplina Interna", através do reforço à persistência, esforço e determinação para continuar na luta por atingir metas, automotivação e busca de aprimoramento contínuo para conquistar seus diferenciais, só seus... nada a ver com padronizações impostas pelo social, que menosprezam a meritocracia, ou seja, o destaque do esforço pessoal e o reconhecimento da autovalorização.

Nesse milênio, com as informações disponíveis a um "clique na internet", prevalece o autodidatismo, que vai ditar os limites de um auto-ensino e de um autoaprendizado contínuo e constante, pela vida à fora. Conforme o interesse e a curiosidade de cada indivíduo, a conquista educacional se constrói. Perdeu sentido o saber enciclopédico, o acúmulo de informações à esmo (sem fundamento), e mesmo o assimilar conhecimento sem aplicações práticas. "Para que serve isto em seu viver? Não sei!"

Não é se amoldar a um cargo funcional, ou ao perfil de um papel social, violentando quem você é. "Não tô curtindo fazer isso, mas tô aprisionado às expectativas dos outros! Não tô gostando de estar exercendo um papel de parceiro social, que nada tem a ver comigo, com quem sou realmente!"

É se soltar da posição passiva de subalterno submisso, acatador de ordens sem questionar e fazer valer seu juízo crítico e seu bom senso. Também não é se aventurar adoidado à riscos, dando "tiros no pé" ao enfrentar desafios, sem a ponderação necessária.

Não é fácil tolerar, ante situações adversas e contrárias à sua vontade, a "lenta passagem do tempo amadurecendo ideias e tomadas de decisões". É preciso ter sempre em foco que, uma vida que lhe é fútil, não prazerosa, tediosa, sem sonhos para um futuro, sem empreendedorismo no presente; ao se forçar a viver, "morre-se em vida", a cada minuto assim vivenciado.

Torço por você, minha neta! Sua tarefa não é fácil, ainda mais no ambiente de integração interacional desfavorável do social em que vivemos, que nos gera "incerteza e insegurança, sensação de vulnerabilidade, desconforto e desconfiança dos que nos cercam, e do novo mundo tecnológico, com avanço de robôs ocupando nossos postos de trabalho. O que vislumbramos é constatamos é um mercado atual, que nos circunda e não nos integra mais em seu mercado de trabalho. "O que fazer? Perceber o novo mercado que se apresenta ao novo mundo do milênio. Procurar se integrar, agregar força, inovar e criar um diferencial, que seja reconhecido, motivo de orgulho para cada um, e valorizado em um social mais abrangente!" 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

"Jornadas para além do espaço e do tempo"

O assustador e encantador é a capacidade de alguns pensadores se aventurarem a descrever com presteza e agudeza o que acontecerá em uma época futura. Não há como deixar de indicar as ousadas articulações do físico Fritjov Capra em seu livro "O Ponto de Mutação", sem esquecer de mencionar as ideias desafiadoras de sua obra anterior "O Tao da Física (Tao=Caminho):
" Em O Tao da Física, Fritjov Capra desafiou a sabedoria convencional ao demonstrar os surpreendentes paralelos existentes entre as mais antigas tradições místicas e as descobertas da Física do século XX. Agora, em O Ponto de Mutação, ele mostra como a revolução da Física Moderna prenuncia uma revolução iminente em todas as ciências e uma transformação da nossa visão de mundo e dos nossos valores."

Espantoso é que "O Ponto de Mutação" (São Paulo: Editora Cultrix, 1995) traz como data de seu original ("copyright") o ano de "1982", portanto, nos foi oferecido há 34 anos, e nos confronta com aguda crítica ao pensamento cartesiano e necessidade de mudança para um paradigma holístico. Capra propõe a abertura de terapeutas para a adoção de posturas ecléticas, abraçando técnicas e recursos de várias teorias de acordo com a demanda dos pacientes/clientes. Defende a substituição de rígidas e obsoletas estruturas conceituais por compreensões mais abrangentes abarcando sistemas, mais de acordo com a realidade que desponta, sofrega por novas perspectivas inclusivas de vários saberes em conexão interdependente para o futuro.

Pontuo que, em suas considerações, não deixa de citar as implicações filosóficas da ciência moderna:
"Essa nova visão inclui novos conceitos de espaço, de tempo e de matéria, desenvolvidos pela Física subatômica; a visão de sistemas emergentes de vida, de mente, de consciência e de evolução. a correspondente abordagem holística da Saúde e da Medicina. a integração entre as abordagens ocidental e oriental da Psicologia e da Psicoterapia; uma nova estrutura conceitual para a Economia e a Tecnologia; e uma perspectiva ecológica e feminista."

Fascinante o painel montado por Capra no capítulo 11 (p.351 a 379), que intitulou "Jornadas para além do espaço e do tempo", onde descreve o conjunto de ideias de muitos estudiosos da mente humana, enfatizando o registro de suas teorias sobre a psique, a formação de suas escolas e o relato minucioso de suas estratégias terapêuticas. A mim se destacou que aborda a origem das ideias e as críticas que foram surgindo com o passar do tempo e novas descobertas tecnológicas abrindo horizontes para novas perspectivas, leituras e interpretações sobre os fenômenos observados.

Vai da Psicanálise de Freud  a Jung, citando Reich, Otto Rank, Adler e Horney em sua preocupação com aspectos socio-culturais (p.177).  Vai de Maslow a Rogers com a criação além do behaviorismo e da psicanálise, da corrente humanista considerada a "terceira força", passa por Perls e a psicologia gestáltica, rumo à psicologia transpessoal. Vai dos pesquisadores dos fenômenos extrassensoriais e transcendentais até à gama de estudiosos inovadores em suas buscas de compreensões de estados alterados de consciência, autorrealizações e autotranscendências, os relacionando às perspectivas de Ken Wilber, sua psicologia do espectro e seus 4 níveis terapêuticos do ego, biossocial, existencial e transpessoal ou nível do Espírito.

Interessante como retorna a Jung ao afirmar que "parece que a abordagem de Jung estava no rumo correto". Transcreve a frase do próprio Jung: "Mais cedo ou mais tarde, a física nuclear e a psicologia do inconsciente se aproximarão cada vez mais, já que ambas, independentemente uma da outra e a partir de direções opostas, avançam para território transcendente... Psique e matéria existem no mesmo mundo, e cada uma compartilha da outra, pois do contrário qualquer ação recíproca seria impossível. Portanto, se a pesquisa pudesse avançar o suficiente, chegaríamos a um acordo final entre os conceitos físicos e psicológicos. Nossas tentativas atuais podem ser arrojadas, mas acredito que estejam no rumo certo". (Jung, 1951a, p.261).

Capra foca no sucesso dos "praticantes de psicoterapias experimentais, que estejam familiarizados com o novo paradigma que está agora emergindo da física moderna (subatômica), da biologia sistêmica e da psicologia transpessoal, a fim de que possam oferecer aos seus pacientes não só poderosas estimulações de experiências, mas também uma correspondente expansão cognitiva". Estimulante sua descrição sobre os atributos essenciais de um bom terapeuta (p.378), lembrando que "O Ponto de Mutação" foi escrito em 1982 e que, nessa época, já abordava a importância, no processo experimental e na "jornada curativa", da relação interpessoal terapeuta-paciente.

Sem dúvida na montagem do perfil do profissional de saúde mental, Fritjof Capra, sobrepôs as qualidades necessárias para atender a nova visão de mundo e de realidade, cruzando ao quadro das redes conceituais da novas ciências:
"Na concepção sistêmica de saúde, toda enfermidade é, em essência, um fenômeno mental, e, em muitos casos, o processo de adoecer é invertido do modo mais eficaz através de uma abordagem que integra terapias físicas e psicológicas. A estrutura conceitual subjacente a tal abordagem incluirá não só a nova biologia sistêmica, mas também uma nova psicologia sistêmica, uma ciência da experiência e do comportamento humanos que percebe o organismo como um sistema dinâmico que envolve padrões fisiológicos e psicológicos interdependentes e está inserida nos mais amplos sistemas interagentes de dimensões físicas, sociais e culturais." (...)

"Ao se aventurarem a fundo nos domínios existenciais e transpessoais da consciência humana, os psicoterapeutas terão que estar preparados para enfrentar experiências às vezes tão incomuns, que desafiam qualquer tentativa de explicação racional. Experiências de natureza tão extraordinária são relativamente raras, mas até as formas mais brandas de experiência existencial e transpessoal, apresentarão sérios desafios às estruturas conceituais convencionais dos psicoterapeutas e de seus pacientes, sendo que a resistência intelectual (barreira cognitiva) às experiências emergentes tenderá a impedir o processo curativo." (Capra, p.379).

E eu encerro com algumas considerações quânticas, ao afirmar que por trás do sintoma existe uma ideia central e que se facilitarmos a expressão, quer seja pela fala ou outra representação, a liberação da energia afetiva investida em épocas remotas, ocorre a jornada para além do espaço e do tempo com a presentificação de conflitos ou traumas, para o momento atual dos pacientes. Ao ampliarem sua consciência, ante "insights compreensivos" e assimilação das informações, dão um "salto quântico", passam a outro nível dimensional. Sendo assim alterações bioeletromagnéticas, a nível de operações quânticas (subatômicas) vão gerar neurotransmissores que, por sua vez, vão alterar o funcionamento bioquímico e diversos sistemas orgânicos das pessoas, como o sistema imunológico.

"A verdade do paciente, assim o é para ele; é essa e não outra, embora não seja a Verdade Última.
Essa verdade não sendo atingida por "insights" ( compreensões durante o processo terapêutico) será imposta por si mesmo através de experiências impactantes como divórcios, desempregos, doenças etc. Sempre se é obrigado a "questionar" a visão de realidade, e "rever" toda a visão de mundo que se tem. Sempre se é impelido a "mudar  estilos  de vida", na busca de harmonia interior e bem estar no viver. Sempre é necessário providenciar o "alinhamento atômico"; o  átomo dentro de nós vibra constantemente, não pára!"
(Helio Couto)

Para quem tiver interesse em melhor entender mecânica quântica e seu campo de aplicação prática, indico o vídeo com a palestra (ou aula?) de Helio Couto no YouTube, publicado por Eduardo Nessho, em 01 de junho de 2014 :
"Ondas de IN-Formação".
https://www.youtube.com/watch?v=4jPMUggM4uM

E não se surpreendam ao perceberem como evoluíram, ou como estão aprisionados nas crenças, no espaço e no tempo da ciência embasada na Física Clássica.

Lucia Thompson


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Alinhando vivências com descobertas do milênio

"Meus clientes costumam cair em transe profundo...Creio que isso acontece porque os sons penetram seu corpo no nível celular, provocando mudanças no DNA...O som fundamental de uma pessoa, produzido por sua própria voz, é a mais poderosa ferramenta de cura para harmonizar e regenerar o corpo no nível celular... O campo energético das células mudava a cada nota da cantora até a emissão da nota fá, pois nesse ponto as células se harmonizaram perfeitamente com sua voz, produzindo uma forma de vibrante cor magenta e azul-celeste". (Joy Gardner, p.64 e p.25) .

Constata Gardner a mudança radical que ocorre ante a nova maneira de perceber o universo; a união de leituras da Física, da Metafísica e da Psicologia Transpessoal voltado ao "sentir o campo eletromagnético" que envolve o enfermo e sua doença como um todo; o método de Alinhamento Vibracional na busca do equilíbrio e harmonização de suas energias; o sistema de Diagnose pelos Chakras, para "correlacionar o impulso sentido em cada chakra com a compreensão de suas funções"; a importância da adequada ativação do campo energético dos chakras na obtenção da liberação de bloqueios energéticos; a Cura Vibracional pelo uso racional e intuitivo de instrumentos vibratórios como o som, a luz e as cores, o aroma, as pedras como os cristais...; a adoção de posturas ecléticas e abertas ao desconhecido mundo das vibrações até agora, para a captação dos campos vibratórios, para a linguagem das intensidades das energias, das ondas e frequências que equivalem às amplitudes, velocidades e intensidades das percepções.  

Ante a cosmovisão advinda com as descobertas do mundo subatômico, essa cientista nos confronta com a necessidade de abertura ao estudo científico dos fenômenos ditos paranormais, pois surgem "novas maneiras de explicar e compreender a realidade na qual vivemos". Ao paradigma newtoniano mecanicista se superpõe o paradigma holístico ou holográfico, pelo qual tudo que existe está integrado em extrema conexão e em relação dialética de trocas se inter-influenciando continuamente, percepção de estados alterados de consciência, compreensão sobre a existência de mundos paralelos onde atuam diferentes níveis de energia desde as mais concretas, mais visíveis e passíveis de medição comportamental, até as mais sutis, invisíveis a olho nu, registradas no diário das impressões dos sensitivos.

"Chakra (sânscrito) significa roda ou vórtice, centro não-físico de energia turbilhonante... convertem energias altamente sutis em estruturas celulares do corpo físico, canalizando energia de determinada forma e frequência para o nível energético imediatamente inferior. Essa energia inferior e mais concreta passa então por mudanças hormonais, fisiológicas e, por fim, celulares no nível físico."(p.29)

Joy Gardner em seu livro "Cura Vibracional através dos Chakras" (SP: Cultrix, 2007) manifesta sua inquietude: "Como poderão a luz, a cor e o som afetar as emoções e mesmo alterar a estrutura do corpo?" (p.72). Sabemos que nosso corpo é constituído de carne sólida, sangue e ossos, e que hormônios, substâncias químicas e drogas -farmacêuticas ou não - podem afetar bem estar físico e emocional..."O ambiente eletromagnético normal é necessário para a execução dos processos fisiológicos e a vivência de experiências emocionais normais...  e que experimentos monitorados (como os) da cientista Valerie Hunt (e Barbara Ann Brennan, estudos sobre bioenergia, a imposição de mãos e passagem de energia) explicam até que ponto o eletromagnetismo afeta o corpo humano."(p.73)

Esclarece ainda a autora: "O eletromagnetismo é definido como a física da eletricidade e do magnetismo. A energia elétrica flui por nosso corpo e é por ele produzida. Campos magnéticos operam dentro e ao redor do corpo... O eletromagnetismo de nosso planeta vem decrescendo regularmente e hoje está mais baixo do que nunca. Por isso, não surpreende que as pessoas se vejam às voltas com uma carga impressionante de ansiedade, depressão e incapacidade de aprendizado." (p.73 e p.75)

Atualmente articulo o conjunto de ideias e vivências de Brennan (Mãos de Luz: um guia para a cura através do Campo de Energia Humana, 2006; Luz Emergente: a Jornada da Cura Pessoal, 1993) com a descrição da prática clínica de Gardner (Cura Vibracional através dos Chakras: com Luz, Som, Cristais e Aromaterapia, 2006). Tarefa meio hercúlea, por distanciar-se muito de minha linha de atuação como terapeuta. Para mim estava claro que a função da doença como oportunidade de resgate do paciente de sua harmonia interior. Já me utilizava da leitura da representação psíquica da escolha do órgão acometido e da significação subjetiva da disfuncionalidade fisiológica na somatização para, facilitando ao paciente dar voz à sua doença, propiciar que estabelecesse um diálogo com o que lhe faltava em sua existência e que era expresso por sua disfunção (técnica gestáltica?).

Pessoalmente, a linguagem metafísica sempre me foi de fácil compreensão. Embora nunca tivesse me vinculado a nenhuma conjuntura que não me permitisse exercer minha liberdade, e que buscasse me encapsular dentro de dogmas e rituais específicos, me outorgava o direito de refletir sobre o conteúdo do que pregavam e verificar sua aplicação prática em meu campo vivencial, principalmente espiritual.

Desde pequena algumas vivências me assustavam. Algumas deixo registradas. Era uma criança muito medrosa e os chamados "adultos" a meu redor contribuíam para que assim me sentisse: adultos, por ignorância ou maldade mesmo, colocam medos irracionais nas crianças, sem sequer refletirem sobre o mal que estariam ocasionando na formação de sua personalidade. Lembro de uma tia-avó, muito apegada afetivamente à minha mãe, que ante sinal de rebeldia de minha parte, sempre dizia que viria puxar meus pés quando morresse. Foram-se anos de adolescência para elaborar e conseguir dormir sem cobertas presas fortemente embaixo do colchão. Que castigo, desconsiderando que minha mãe não era estável emocionalmente e que, por vezes, não me deixava entrar em seu apartamento, porque tinha me aproximado da namorada de meu irmão de quem ela não gostava; seu lema não tem a mesma opinião que eu, ou não age como eu espero ... então está contra mim: rejeição de amor direta e de constante rememorar atemporal ... convivência materna atroz para crianças e adultos mesmo!

Cedo me via envolta com vivência inexplicáveis. Como entender que conseguisse repetir uma aula inteira de Geografia, explicando a formação dos ventos e as pressões atmosféricas; ou de solucionar problemas de Geometria, sem nunca ter conhecimento prévio da matéria? Colegas ficaram surpresos e vieram me questionar depois. As devidas professoras, no final de minhas exposições, abriram seus diários e, em caráter de exceção, me deram uma nota 10. Dentro de mim eu sabia que não conseguiria repetir, mesmo tendo estado atenta e concentrada enquanto explicavam a primeira vez.

Depois em algumas circunstâncias passei por idêntica experiência. Adulta, meu interesse se voltou para a Doutrina Espírita e para cursar como aprendiz e depois dentro da formação mediúnica. As temáticas me eram de fácil compreensão, mas como explicar que só de ler o capítulo "Apocalipse" referente à aula da noite, tendo faltado o professor, e sendo perguntado quem poderia explicar aos colegas, o fiz de forma impecável tanto que o coordenador aplaudiu e disse que o professor não fez falta. Hoje, não lembro do conteúdo e como articulei minha exposição. Na época o tema me era muito familiar.

Como explicar que em uma palestra sobre Parapsicologia, ministrada em conhecida igreja por um renomado padre estudioso do assunto, fui escolhida com mais 4, para participar de uma sessão de hipnose. Fomos colocados atrás de 5 mesinhas e com as mãos em cima delas. Deveríamos manter os olhos fechados, ouvindo a voz pausada do padre. Lembro que me envolvi de tal forma, que ao ter por mim novamente, escutei o barulho de uma mesa batendo no chão de madeira, e pensei que alguém tinha entrado em transe hipnótico. Tal não foi a minha surpresa, que sem meu total conhecimento, era "eu", ou uma parte de mim. Mas onde minha consciência estivera? Como meu corpo seguira ordens e agira, sem que eu tivesse conhecimento do que me acontecia?

Isso sem comentar o pavor quando deitada na cama, de olhos fechados e relaxada, percebo que meu corpo flutua e posso "ver" (visão interior?) meu corpo sobre a cama. E quando, ao escovar os dentes, percebo num piscar de olhos uma luz advinda de meu interior na altura do que chamam terceiro olho, em distância de 3 cm aproximadamente para dentro de mim ( localização da pineal?); lembro de piscar os olhos e em cada fechada o clarão estava lá. E que pavor imenso, quando deitada via um clarão azulado em cima de minha cabeça... abria os olhos e nada via... fechava e ele estava lá. O mesmo ocorria com a sensação visual de vultos não só em meu quarto, como perto de meus pacientes ( uma perdera o marido dias após intuía a presença da mãe, outra tivera a notícia da doença incurável do filho e eu intuía a presença do marido) e eu abria e fechava os olhos e as névoas dos vultos ali se mantinham . O pior é que meu medo me fez rechaçar tais vivências.

Por volta de 1976, passando por momentos de perdas afetivas, tinha certeza de atuar dentro de meus padrões éticos, sob critérios subjetivos de uma Ética interior e não de regras morais impostas. Isolada e sofrida, me posicionava no chão em um canto no silêncio de meu quarto, quando senti como um imã, a força de uma mola impulsionando minha mente (salto quântico?). Logo me veio que ou estava morrendo, ou estava enlouquecendo. Minha consciência atingiu um patamar superior onde me senti aconchegada pela luz (amarelada?), pelo calor do ambiente e sensação de plenitude e serenidade... pelo eloquente silêncio expandindo afeto amoroso...não precisava de palavras, a comunicação ocorria por outra linguagem. A sensação de felicidade era imensa. Aí me assustei, estava acordada vivenciando esse estado alterado de consciência novamente... meu Deus estava acordada e viva... era uma experiência interior e veio o medo. Precisava retornar, pois minhas filhas dependiam de mim. E, de repente, ocorre um rompimento da força de atração, sem nenhum impacto acontece o retorno de minha mente para onde "eu", ou parte de mim, estava e me vi e senti no mesmo local do quarto, sendo acompanhada da serena sensação de plenitude e felicidade. Essa energia nunca mais me abandonou.

Como colocar tudo isto em aberto em sessões de terapia ou em trocas inexistentes com colegas na maioria psicanalíticos, mesmo em interações com pessoas espiritualistas, se eu mesma estava mergulhada em profundos medos, sem cair na ridicularização e humilhação de tacanhos cientistas, particularmente que analisam os mecanismos psíquicos e os recursos mentais visando a manutenção da saúde mental?

Tinha certeza de que a ciência "até agora", repelia veementemente quaisquer experiências de estudiosos desses mundos paralelos, desses estados alterados de consciência, dos fenômenos paranormais de clarividência, clariaudiência, cinestesia e tantos outros, que nem nomeados ainda foram. Pessoalmente, retorno de onde parei, ao ler "A Memória das Células" e "Medicina Vibracional" e refletir sobre a nova ciência que despontava. A retomada da leitura dos livros de Brennan e agora do livro de Gardner me possibilitam esclarecimentos imprescindíveis para essa jornada espiritual, encontro pessoal de cada um consigo mesmo, alinhamento (vibracional?) de sua existência com sua essência, só perceptível a cada um, que é realmente singular em sua unicidade como ser humano. Hoje considero esses reconhecimentos, empáticos e intuitivos interacionais, culminando no alinhamento e fortalecimento da integridade do patrimônio energético, a missão "intransferível" do ser humano em seu viver.

Há meses perdi minha filha caçula. A morte nunca me apavorou, como ocorre a quem está envolto em grandes apegos, ou a situações que necessitam de imediatas solturas de possíveis culpas e resgates reparadores afetivos. Nossa relação era intensa, assim como nossas trocas sobre aprendizados. Também ela se interessava pela ciência espírita e pela linguagem bioenergética, pela transmissão de energia e, em alguns casos pela cura, através dos passes. Procurava ela, ainda em vida, compreender a linguagem do mundo vibracional, até que seu viver foi interrompido, em seus 43 anos, por um infarto fulminante. Sei que demos, uma a outra, nos últimos anos em especial, do nosso melhor. Procuro perder o medo de possíveis intercâmbios entre nossos mundos tão próximos e de energias tão diferentes, após sua morte física. Busco apreender, cada vez mais, o mistério e a compreensão da comunicação vibracional. Se vale a serenidade,  sensação de plenitude e felicidade, que ainda marcam minha alma depois de tantos e tantos anos... Sei que a energia de minha filha, ante o abandono da constituição física, estará bem ... Sei que nossas energias se identificarão, em um espaço pleno e atemporal, pela qualidade interacional intensa de nossas vibrações.


sábado, 7 de maio de 2016

Como explicar a uma criança a dor da morte?

Como explicar a uma criança que, em datas significativas é a "dor da saudade" dos que estão ausentes, que faz o coração sangrar, jorrando afeto? O pensar é frio em sua lógica e busca reprimir a expressão dos afetos.

Como explicar a uma criança que "imagens estanques em fotos", presas a recortes do que foi um momento passado, ao "olhar de ternura", ganham vida dentro de nós? E que não devemos nos envergonhar das autênticas expressões de nossa ternura?

Como explicar a "presença da ausência", que não concretiza vazio nem solidão, nem sofrimento de perda ou não posse, visto persistir a "união de almas"?

Não é a morte que nos arranca a presença física de pessoas significativas, que nos impede de pensar nelas e senti-las em nós. "Em mim você vive, filha!", embora exista sua certidão de óbito com o registro do dia 12.07.2015. "Eta" manhã de domingo impactante, nos obrigando a refletir sobre o "mistério da vida"!

O quanto valeu o "calor de um abraço tão carinhoso", sem ter noção que seria o derradeiro, a ser conservado vivo na "terna lembrança do afeto"!

Quanto vale a certeza de não carregar mágoas ou culpas, decorrentes de interações mal resolvidas! "Tudo zerado a cada instante de vida", conversado e esclarecido!

Como explicar a riqueza contida em diálogos francos e honestos, buscando resolver desavenças e tirar dúvidas, que minam os afetos amorosos e afastam as pessoas?

Por vezes, só pensamos nessas reflexões quando não temos mais por perto as pessoas que amamos, ou quando a presença da morte nos mobiliza à resgates mais imediatos.

Nada como a "serenidade" adquirida, após resgates efetuados à contento, visto obtermos a "calmaria interna e segurança" por ter dado nosso melhor!

Primeiro "Dia das Mães" sem você, Andréa do Amaral Cyrillo Dias. Filha, que sufoco! Não será fácil enfrentar as fantasias, ideias que jorram impetuosas e se chocam no mundo mental, mobilizando as dores de uma existência com sua falta, meu amor... Interações de boa qualidade não merecem viver envoltas nesses fantasmas mentais, menosprezando a realidade da energia espiritual que as envolve.

Só buscando "nossa união de almas!" e evocando a "gratidão" por sua vida ter sido interrompida (infarto fulminante com 43 anos, cercada dos três filhos, inclusive do tão desejado "temporão" de 5 anos); se foi da mesma forma que chegou em meu útero (9 meses antes da manhã de 23.03.1972, dia de seu nascimento).

Agora é nos permitirmos "expressar a dor da perda", aprendermos a "conviver resignadamente com a ausência", manifestarmos em palavras esse sofrimento "sem censuras ou repressões"... "amadurecermos emocionalmente ao lidar com dor da morte" e podermos "nos aventurar a explicá-la de forma realista", como fenômeno que faz parte da vida.

Ops, maior lição vem de procurarmos "bem viver nosso presente, enquanto ainda respiramos vida", o que significa, a meu ver, na "não escolha de morrer em vida, no tédio e estagnação mortal - física, psíquica, espiritual "!